Ao lado de Obama, Calderón critica lei de imigração

Presidente do México critica lei "discriminatória" do Arizona e pede a Obama uma solução aos problemas da imigração

Agência Ansa |

O presidente do México, Felipe Calderón, pediu nesta quarta-feira, em visita à Casa Branca, uma solução justa para o problema da imigração e voltou a classificar de "discriminatória" a lei recentemente aprovada no estado do Arizona contra imigrantes ilegais.

Reuters
Calderón inicia nesta quarta-feira sua visita de dois dias aos Estados Unidos

Em uma breve cerimônia ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o mandatário mexicano propôs desenhar uma política migratória e fronteiriça comum "que nos una, em lugar de nos dividir".

A questão da imigração é o tema central da agenda da reunião entre Obama e Calderón, assim como a violência do narcotráfico na fronteira entre os dois países. Entre as atividades do mexicano nos Estados Unidos - onde ficará por dois dias - destaca-se um pronunciamento no Congresso.

De acordo com a agência de notícias mexicana Notimex, Calderón pediu uma solução integral, justa e de longo prazo quanto ao desafio da imigração, fazendo um chamado para a construção de uma América do Norte mais segura, sustentável, competitiva e próspera.

"Sei que compartilhamos o interesse em promover condições de vida digna, legal e ordenada para todos os trabalhadores migrantes, muitos dos quais, apesar de sua enorme contribuição à economia e à sociedade dos Estados Unidos e a seu progresso, ainda vivem na sobra e, em algumas ocasiões enfrentam inclusive discriminação", afirmou.

Polêmica lei no Arizona

No final de abril deste ano, a governadora republicana Jan Brewer, do Arizona, promulgou uma lei que criminaliza a entrada e a permanência de imigrantes sem documentos em seu Estado. A norma também concede à polícia o poder de deter pessoas que despertem dúvida quanto à origem com base na aparência física.

"Nos opomos firmemente à lei" porque "parte de princípios injustos, parciais e discriminatórios", afirmou Calderón, ao expressar seu "firme rechaço a que se criminalize a migração" e recordar a "possibilidade" de que a norma derive em situações de racismo ou perseguição.

Ao lado de Calderón, Obama disse querer "que todos saibam, nos Estados Unidos e no México, que estamos observando de perto" a lei do Arizona, classificada por ele como "uma expressão mal dirigida da frustração" dos habitantes frente aos problemas migratórios.

O norte-americano se declarou favorável a um sistema "ordenado e seguro" e a "assegurar que nossa fronteira comum seja segura, moderna e eficiente", além de ter se comprometido novamente a trabalhar junto ao Congresso pela aprovação de uma reforma migratória.

"Os mexicanos estiveram aqui por séculos e continuam nossa orgulhosa tradição como uma nação de imigrantes, todos os quais fortalecem nossa família norte-americana ", apontou ele.

O presidente também assinalou que México e Estados Unidos podem fortalecer e aprofundar sua "cooperação contra os carteis de drogas que ameaçam nossos povos" e que ambos países compartilham "promessas e perigos".

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