Anúncio sobre plano faz bolsas subirem na Ásia e Europa

A notícia de que o governo dos Estados Unidos está elaborando um plano para o mercado financeiro fez com que as bolsas da Europa e da Ásia operassem em alta nesta sexta-feira. Às 10h50 de Londres (6h50 de Brasília), o índice FTSE subia 7,92% (5.

BBC Brasil |

266,40 pontos). O índice DAX, de Frankfurt, opera em alta de 4,10% (6.103,90), e o CAC 40, de Paris, sobe 6,43% (4.212,54).

O índice Nikkei, do Japão, subiu 3,8%. O índice da bolsa de Xangai, na China, se recuperou de uma baixa recorde de 22 meses, e teve alta de 9,5%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 9,5%.

O governo americano anunciou na quinta-feira que está trabalhando em um plano para frear a crise financeira que derrubou mercados em todo o mundo nesta semana.

As linhas gerais do plano foram discutidas em um encontro entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o presidente do Fed, o Banco Central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington.

Não foram divulgados mais detalhes sobre o plano, que deve continuar a ser trabalhado durante o final de semana.

Alta na quinta-feira
Os rumores de que o governo estaria trabalhando em um plano de contenção à crise financeira global fez os principais índices americanos subirem já nesta quinta-feira.

Em Nova York, o Dow Jones encerrou com uma alta de 3,86%, fechando com 11.019,69 pontos. O índice havia fechado com uma baixa de mais de 4% na quarta-feira.

O índice Nasdaq também teve alta, encerrando a quinta-feira com um crescimento de 4,78%, com 2.199,10 pontos.

Com os bons resultados nos Estados Unidos e o anúncio de uma intervenção do Banco Central no câmbio, a bolsa de São Paulo também encerrou a quinta-feira em alta de 5,48%, atingindo 48.422 pontos.

Os mercados de todo o mundo vêm sofrendo com uma crise desde o ano passado, quando problemas no mercado americano de hipotecas de alto risco afetaram instituições de crédito.

Nesta semana, a crise se agravou com a quebra do grande banco americano Lehman Brothers, provocando uma onda de quedas bruscas nas bolsas do mundo.

Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos comprou parte da seguradora AIG para evitar que outra concordata afetasse ainda mais os mercados.

Na quinta-feira, os bancos centrais de diversos países anunciaram uma ação coordenada, com injeção de bilhões de dólares nos mercados.

Agora, notícias sobre problemas em outras duas grandes instituições - os grandes bancos de investimentos Morgan Stanley e Goldman Sachs - preocupam o mercado.

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