Anúncio de segundo turno provoca protestos no Haiti

Govenista Jude Celestin e ex-primeira-dama Mirland Manigat disputarão nova etapa da eleição em 16 de janeiro

iG São Paulo |

Violentos protestos ocorreram nesta terça-feira na capital do Haiti, Porto Príncipe, logo após as autoridades eleitorais anunciarem os candidatos que disputarão o segundo turno da eleição presidencial: o governista Jude Celestin e a ex-primeira-dama Mirland Manigat.

AP
Partidários de Michel Martelly, que ficou fora do segundo turno, fazem protesto em Porto Príncipe, no Haiti

Segundo os dados oficiais, Manigat teve 31% dos votos, e Celestin teve 22%. O cantor pop Michel Martelly obteve 21% e ficou fora da disputa. Os resultados, divulgados com três horas de atraso, são provisórios e devem ser confirmados em 20 de dezembro. O segundo turno acontece em 16 de janeiro.

Muitos observadores estrangeiros denunciaram irregularidades na votação do dia 28 de novembro. Doze dos 18 candidatos, incluindo Manigat e Martelly, acusaram o presidente René Préval de favorecer seu candidato, Celestin.

Segundo relatos de testemunhas, o clima nas ruas de Porto Príncipe era tenso na noite de terça-feira. Tiros puderam ser ouvidos perto do restaurante da cidade no qual os resultados foram anunciados, no bairro de classe média-alta Petionville.

Após o anúncio, barricadas com pneus em chamas foram montadas perto do restaurante, e simpatizantes de Martelly atiraram pedras em adversários.

A pequena margem de diferença entre Celestin e Martelly - 6.845 votos - gerou pedidos para que o cantor também seja incluído no segundo turno.

Uma missão conjunta de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade do Caribe disse que as autoridades locais deveriam considerar a inclusão de um terceiro candidato no segundo turno se a votação fosse apertada.

Mas Martelly disse que não aceitará um lugar no segundo turno se Celestin estiver incluído. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, descreveu as irregularidades na eleição como "mais sérias do que se pensava inicialmente". Os problemas na votação criam temores de mais violência no país, que luta para se recuperar do terremoto que matou mais de 250 mil pessoas em janeiro e ainda enfrenta uma epidemia de cólera, que já deixou mais de 2 mil mortos.

Com BBC e EFE


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