Anúncio de McCain trata Obama como celebridade, não líder

Por Steve Holland AURORA, Estados Unidos (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, abriu na quarta-feira uma nova linha de ataque contra seu rival democrata, Barack Obama, que ele disse ser uma celebridade sem força para mudar Washington.

Reuters |

Um novo anúncio usado em Estados estratégicos, sob o título 'Celeb', sobrepõe o recente discurso de Obama em Berlim, diante de 200 mil pessoas, a imagens de Britney Spears e Paris Hilton.

'Será que ele está pronto para liderar?', questiona a publicidade.

Ao mesmo tempo, McCain se apresentou como um político de mentalidade independente, acostumado a discordar do governo Bush, enquanto Obama teria apenas uma boa retórica.

'A moral da história é que as palavras do senador Obama, com toda sua eloquência e paixão, não significam tanto, e esse é o problema de Washington. O senador Obama não tem força para falar aberta e diretamente sobre como vai tratar dos sérios desafios que a América enfrenta. Como ele terá força suficiente para mudar Washington de verdade?', disse McCain.

Essa estratégia agressiva pode desagradar uma parte do eleitorado, e a campanha de Obama já acusou os rivais de desrespeitarem a promessa de manter o bom nível na eleição.

Mas os republicanos tentam aproveitar o fato de que, com toda a cobertura que recebeu, a viagem de Obama à Europa, ao Afeganistão e ao Oriente Médio não lhe deram um impulso significativo nas pesquisas.

Em teleconferência com jornalistas, o coordenador da campanha de McCain, Rick Davis, disse que a turnê do democrata foi 'muito mais algo que se esperaria de alguém lançando um novo filme do que concorrendo a presidente'.

'Então acho justo dizer que só estamos focados em representar o que consideramos ser um elemento importante da estratégia de Obama, que é criar uma base de fãs em todo mundo para que ele possa receber muita atenção da mídia e evitar tratar das questões importantes da nossa época', afirmou Davis.

A campanha de McCain também recomendou vivamente um artigo do jornal The Washington Post em que o autor acusa Obama de se comportar como se já estivesse eleito.

(Reportagem adicional de David Alexander)

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