Anuário Ibero-americano 2009 foca em Obama e na crise

Madri, 2 abr (EFE).- O impacto da crise econômica mundial na América Latina e a política que o presidente americano, Barack Obama, fará para a região são os focos do Anuário Ibero-americano 2009, lançado hoje na Casa da América de Madri pela Agência Efe e pelo Real Instituto Elcano, da Espanha.

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Ele foi lançado em um ato com a primeira vice-presidente primeira do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Veja; os presidentes da Agência Efe, Álex Grijelmo; e o do Real Instituto Elcano, Gustavo Suárez Pertierra; além da diretora da Casa da América, Inmaculada Turbau.

Com esta nova edição, o Anuário Ibero-americano completa 20 anos, nos quais se transformou em uma referência de consulta para analistas e estudiosos.

Nesta edição de 2009 -fruto pelo terceiro ano consecutivo do trabalho conjunto entre Efe e Elcano- os delegados e pesquisadores da agência fornecem os principais números socioeconômicos e dados políticos dessas 22 nações ibero-americanas, além de Porto Rico e EUA.

Os dados são analisados, em seguida por especialistas do instituto.

Sete análises de especialistas sobre as relações entre Obama e a América Latina, a posição da região diante da crise, as políticas energéticas e as situações de Colômbia e México dão conteúdo analítico ao Anuário.

Sob o título "A Situação Energética na América Latina: Estados Contra Mercados", Carlos Malamud, Paul Isbell e Federico Steinberg, do Real Instituto Elcano, destacam trajetórias, segundo eles, opostas de Brasil e Venezuela para os possíveis futuros cenários da região.

Os analistas avaliam que, enquanto a Venezuela procura "potenciar o nacionalismo energético" e uma versão de "anti-imperialismo", o Brasil quer transitar por um caminho mais aberto à "cooperação entre o público e o privado".

A análise reflete a percepção dos EUA, que, dizem os analistas, considerando que "América Latina poderia mudar no futuro imediato o equilíbrio mundial da geopolítica da energia".

Porque, se toda América pudesse ser autossuficiente em matéria de energia, os norte-americanos acham que desse modo poderiam "ficar à margem das rivalidades entre os grandes consumidores de Europa e Ásia pelos recursos energéticos do Grande Crescente (Oriente Médio)", avaliam.

No entanto, os analistas consideram que o mercado global do petróleo, por sua própria natureza, restringe as possibilidades de utilizar este recurso como "uma arma geopolítica".

Em qualquer caso, eles afirmam que a Venezuela "não pode impor pressão sobre os EUA cortando suas exportações ao mercado americano" e que o Brasil pode se transformar em um líder "tanto regional quanto internacional, dentro e fora do contexto energético". EFE bal/jp

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