Bogotá, 24 mai (EFE).- Alfonso Calo, cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz, um antropólogo colombiano quase sexagenário, é o novo chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em substituição ao falecido Tirofijo, segundo confirmou hoje o próprio grupo guerrilheiro.

Em um vídeo divulgado hoje pela rede de televisão "Telesur", com sede em Caracas, as Farc confirmam que "Tirofijo" faleceu em 26 de março deste ano em conseqüência de um infarto e comunicam que foi substituído por "Alfonso Calo" como líder máximo deste grupo.

Com uma bandeira da Colômbia com dois fuzis cruzados de fundo, "Timochenko" revela que, "unanimemente", as Farc concordaram que "à frente do secretariado e como novo comandante do Estado-Maior central estará o camarada 'Alfonso Calo'".

Segundo os analistas, a morte de "Tirofijo", à qual se soma a do porta-voz oficial e número dois das Farc "Raúl Reyes" conhecido como de Luis Edgar Devia, morto em 1º de março em um bombardeio de tropas colombianas em território equatoriano, impulsionou a ascensão de "Calo", que com 31 anos de militância, é considerado um dos ideólogos dessa guerrilha.

Sáenz ou "Calo" nasceu em 22 de julho de 1948 em Bogotá, estudou Antropologia na Universidade Nacional da capital colombiana e até hoje era o chefe político do Bloco Ocidental e membro do Secretariado (chefia máxima) das Farc.

Antes de ingressar na guerrilha, pertenceu ao Partido Comunista Colombiano e foi seu "comissário político".

Desde o ano 2000, é o responsável do Movimento Bolivariano da Nova Colômbia, projeto político da principal guerrilha colombiana.

"Alfonso Calo", de barba muito espessa e óculos redondos, acumula 47 ordens de prisão e uma "circular vermelha" da Interpol por rebelião, terrorismo, homicídio e seqüestro.

O novo chefe já atuou representando as Farc nos diálogos frustrados com o Governo do presidente colombiano, César Gaviria (1990-94), em Caracas, e na localidade mexicana de Tlaxcala, em 1991 e 1992.

Outros chefes das Farc na linha de comando são Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez"; Jorge Briceño Suárez, conhecido como "Mono (Macaco) JoJoy"; Rodrigo Leão Londoño ou "Timochenko"; e Milton de Jesús Toncel Redondo, conhecido como "Joaquín Gómez".

Anteriormente, as autoridades militares colombianas informaram que "Calo" poderia estar "cercado" em uma zona limítrofe entre o sul e o centro oeste da Colômbia. EFE rrm/fb

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