As autoridades alemãs começaram a recolher neste sábado centenas de exemplares de uma revista de história com reproduções de velhos jornais nazistas, informou um porta-voz do ministério de Justiça do estado da Baviera.

Apenas neste estado foram confiscados 280 exemplares do semanário "Testemunhos de Imprensa" ("Zeitungszeugen"), colocados à venda junto com uma reprodução do diário nazista Völkischer Beobachter de 1 de março de 1933, segundo a mesma fonte, segundo a qual as confiscações continuarão pelos próximos dias.

De acordo com a ministra da Justiça da Baviera, Beate Merk, a procuradoria de Munique iniciou uma investigação judicial sobre "o uso de símbolos de organizações anticonstitucionais (o partido nazista) e por violação dos direitos de autor" contra o editor britânico da publicação.

As autoridades regionais bávaras possuem os direitos sobre os jornais nazistas e os escritos de Adolf Hitler, e rejeitam sua publicação em nome da luta contra a propaganda nazista e o anti-semitismo.

No caso atual, as autoridades bávaras desejam obter nos tribunais a proibição da reprodução dos citados diários nazistas "para evitar a publicação no futuro de panfletos nazistas".

O segundo número de "Zeitungszeugen" está à venda desde a última quinta-feira, com reproduções de três antigos jornais. Na capa de um deles, em letras góticas, a manchete: "O vaso está cheio! Agora vamos castigar sem contemplações", ilustrada com um foto do Reichstag (parlamento) em chamas.

O incêndio foi o pretexto usado pelos nazistas para impor leis de exceção e a cassação do partido comunista.

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