Anticorpos contra pandemia de gripe de 1918 ainda reagem ao vírus

Londres, 16 ago (EFE).- Os anticorpos obtidos de sobreviventes da violenta pandemia de gripe que matou milhões de pessoas em todo o mundo em 1918 continuam reagindo ao vírus que a causou.

EFE |

Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature", cientistas do Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, explicam que o sistema imunológico destes indivíduos conserva na memória a cepa do vírus daquela gripe e está preparado para combatê-la.

A equipe de pesquisadores, liderada por James Crowe, isolou anticorpos -linfócitos b- de 32 indivíduos, nascidos em 1915 ou antes, que sobreviveram à pandemia.

Com estes linfócitos geraram cinco anticorpos monoclonais que, após 90 anos, demonstraram uma potente atividade neutralizadora contra amostras do vírus de 1918.

Estes anticorpos, que ainda funcionam, protegeram ratos de laboratório de uma infecção letal, por isso os cientistas propõem desenvolver a partir deles tratamentos antivirais eficazes contra uma cepa similar que possa aparecer no futuro.

A equipe pesquisadora assegura que os sobreviventes da pandemia de gripe do início do século passado ainda têm no sangue linfócitos b com memória para lutar contra esta infecção quase 100 anos depois da primeira exposição. EFE vmg/bm/rr

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