A pílula contraceptiva tem efeitos devastadores sobre o meio ambiente e é parcialmente responsável pela infertilidade masculina, escreveu neste sábado o Osservatore Romano, o jornal do Vaticano.

A pílula "tem há anos efeitos devastadores sobre o meio ambiente, liberando toneladas de hormônios na natureza" através da urina das mulheres que recorrem a este método contraceptivo, afirmou o autor do artigo, o presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, Pedro José Maria Simon Castellvi.

"Temos dados suficientes para afirmar que uma das causas da infertilidade masculina (marcada por uma queda constante do número de espermatozóides) nos países ocidentais é a poluição ambiental provocada pelo anticoncepcional", prosseguiu, sem dar mais detalhes.

"Estamos diante de um efeito anti-ecológico claro, que exige maiores explicações dos fabricantes", destacou Castellvi.

O Papa Bento XVI reiterou em outubro a condenação pela Igreja católica da utilização de métodos de contracepção, como anticoncepcionais e preservativos.

Excluir a possibilidade de dar a vida "por meio de uma ação visando a impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor conjugal", declarara o Papa.

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