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Antes dos Jogos, Bush chama a atenção para a tirania birmanesa

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lançou um apelo nesta quinta-feira pelo fim da tirania em Mianmar, enquanto sua esposa e sua filha visitavam um campo de refugiados birmanês na Tailândia perto da fronteira.

AFP |

Antes de chegar à China, ponto mais alto de seu giro de adeus à Ásia, Bush chamou atenção assim, durante uma etapa tailandesa de menos de 24 horas, sobre o que é para ele uma "causa nobre" e um motivo de profunda frustração.

Os Estados Unidos e seus parceiros asiáticos tentam acabar com "a tirania em Mianmar", disse Bush num discurso em Bancoc, enquanto sua mulher, Laura, e uma de suas filhas, Barbara, percorriam os corredores do campo de Mae La.

Bush pressionou o regime militar a liberar o ícone da oposição e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e os outros prisioneiros políticos.

Ele almoçou com dissidentes birmaneses no exílio, "não somente para ouvir suas histórias pessoais, mas para que vocês me dêem conselhos sobre o que a América deve fazer aos olhos de vocês".

"Eles continuam enviando seus soldados a zonas étnicas, e eles continuam a cometer violações dos direitos humanos contra as comunidades étnicas. Isto inclui violação, que é usada há muito tempo como arma de guerra em Mianmar", disse Lway Aye Nang, ativista dos direitos das mulheres, a Bush.

Lway Aye Nang denunciou o desvio pela junta das riquezas nacionais em seu proveito e as restrições impostas ao envio de ajuda às vítimas do furacão Nargis.

"A melhor solução seria que o regime do general Than Shwe abrisse um verdadeiro diálogo" com a oposição dirigida por Aung San Suu Kyi, disse a senhora Bush no campo de Mae La, onde sua filha e ela foram recebidas por cantos e danças de refugiados vestidos com suas roupas tradicionais.

"Se conseguimos uma mudança no governo birmanês (...) as pessoas poderiam voltar para casa em segurança", declarou, coberta, assim como sua filha, num lenço cedido pelos refugiados.

O campo abriga 35.000 refugiados, entre eles inúmeros cristãos de etnia minoritária karen.

Muitos deles colocaram suas vidas em risco cruzando montanhas para fugir da repressão exercida contra as etnias rebeldes em Mianmar.

Sexta-feira, no momento em que a China abrirá os Jogos Olímpicos na presença de Bush, os opositores birmaneses chorarão as 3.000 vítimas da repressão do levante de 8 de agosto de 1988 contra a ditadura. Vários militantes com os quais Bush almoçou nesta quinta-feira participaram do movimento.

Os generais que dirigem o país desde 1962 rapidamente retomaram o controle da situação.

Mianmar está sob sanções americanas desde 1997. O diferendo sobre a antiga Birmânia é um dos contenciosos entre os Estados Unidos de uma parte e a Tailândia de outra assim como da Associação das Nações da Ásia do Sudeste, da qual ela acaba de assumir a presidência.

A administração Bush também está frustrada com a resistência do governo chinês a medidas internacionais contra seu aliado birmanês.

ct-lal/lm

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