Antes de pensar em candidatura, líder estudantil chilena quer acabar estudos

Camila Vallejo está no Brasil para a Marcha pela Educação da União Nacional dos Estudantes

Severino Motta, iG Brasília |

Enquanto lidera estudantes que protestam há três meses pela gratuidade da educação no Chile e ser chamada pelo jornal britânico The Guardian de a mais charmosa rebelde da América Latina, Camila Vallejo desconversa quando o assunto é levar sua voz para o Congresso de seu país.

Ao iG , a líder estudantil disse que pretende, primeiramente, terminar seus estudos. Depois pensará como seguir sua vida no que diz respeito às causas sociais. “(Uma candidatura) não está entre meus objetivos neste momento”, disse Camila, que veio ao Brasil para participar da Marcha pela Educação da União Nacional dos Estudantes (UNE).

“Obviamente, sempre trabalharei para fortalecer organizações, a participação política, e para propiciar com meus companheiros, estudantes e trabalhadores, as transformações de que o Chile precisa. (...) Minha prioridade depois dos conflitos (no Chile) é terminar meus estudos”, disse.

Comunista

Filiada ao Partido Comunista chileno, Camila, quando questionada sobre a possibilidade de uma revolução socialista, prefere usar o termo democracia. Para ela, a “revolução” no Chile deve ocorrer pelo aprofundamento dos ideais democráticos. “O Chile requer muito de democracia e mais igualdade social. O partido comunista tem, em seu congresso, reafirmado a revolução democrática. Ou seja, fazer as mudanças pelo fortalecimento e aprofundamento da democracia.”

Admiradora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Camila evita dizer se tem mais simpatia por ele ou pela presidenta Dilma Rousseff. Ao responder sobre o tema, diz somente que cada um dos dois teve sua relevância na política nacional.

“Não posso emitir juízo sobre isso. Cada um está de acordo com os processos do País, as necessidades do País, as reformas e modificações ao sistema político de acordo com as necessidades. É, evidentemente, uma continuação. Não corresponde que eu emita juízo. Cada um tem sua grande significância dentro da realidade brasileira e valoram ambos por igual.”

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