Antes de início de negociações, ataque mata quatro israelenses

Atentado foi reivindicado pelas Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, do Fatah, e Brigadas Ezzedine al-Qassam, do Hamas

iG São Paulo |

Às vésperas do relançamento das negociações de paz entre líderes israelenses e palestinos , na quinta-feira, um ataque matou ao menos quatro israelenses em uma estrada da Cisjordânia, perto da cidade de Hebron. O atentado foi reivindicado pelo grupo Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, milícia vinculada ao partido do moderado presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e também pelas  Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento palestino Hamas, que controla Gaza.

Reuters
Exército israelense decretou toque de recolher depois de ataque
"Este ataque é uma resposta às contínuas agressões de Israel aos nossos locais sagrados, as suas contínuas incursões em nossas cidades e à coordenação de segurança entre Israel e a ANP", disse Abu Mahmoud das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, grupo de milicianos que se identificam com o partido Fatah, de Abbas - que chegou a Washington nesta terça-feira para o relançamento das negociações de paz com Israel.

Após o ataque o Exército israelense impôs toque de recolher em toda a região, enquanto soldados e policiais buscam os autores.

Também nesta terça-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarcou aos EUA, onde participará de reuniões com os palestinos, deixando em aberto a questão do futuro da expansão dos assentamentos judaicos quando terminar a atual moratória parcial de construções. Em Washington, ao saber do ataque que matou quatro israelenses, Netanyahu declarou que "o terror não vai decidir as fronteiras de Israel".

Os palestinos ameaçam abandonar as negociações se Israel não reiterar sua promessa de não construir mais casas nos assentamentos quando terminar a atual moratória, em 26 de setembro. Várias facções na coalizão israelense de governo são ligadas aos colonos judeus da Cisjordânia.

Netanyahu não deu nenhum sinal sobre se manterá ou não as restrições, mas afirmou ao seu partido, o Likud, que um acordo de paz é possível. "Não sou ingênuo, vejo todas as dificuldades e obstáculos e, apesar disso, acredito que um acordo final de paz seja um objetivo alcançável. É claro que isso não depende só de nós", disse ele na segunda-feira.

Ele acrescentou ainda que espera do presidente palestino, Mahmoud Abbas, a postura de um "bravo parceiro" de negociações.

"Nós estamos prontos para negociações verdadeiras, sérias que conduzam ao fim da ocupação", disse Nabil Abu Rdaninah, porta-voz de Abbas. O porta-voz acrescentou ainda que os palestinos querem que as conversações tenham como referência um comunicado emitido pelo Quarteto para o Oriente Médio e a legislação internacional.

*Com EFE e Reuters

    Leia tudo sobre: oriente médioataqueisraelpalestinoseuanegociações

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG