ANP rejeita apelo de Hillary para retomada de diálogo de paz com Israel

Ramala - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) rejeitou neste sábado o apelo da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, para a retomada o mais rápido possível e incondicional do diálogo de paz com Israel, paralisado há mais de um ano.

EFE |

Saeb Erekat, chefe negociador palestino e destacado assessor do presidente Mahmoud Abbas, qualificou o pedido de Hillary de "inaceitável" porque "não inclui o fim da ampliação dos assentamentos judeus em Jerusalém Oriental e Cisjordânia nem um calendário de negociação com uma data limite para a criação de um Estado palestino", disse.

"Como poderíamos negociar os limites fronteiriços do Estado palestino enquanto as escavadoras israelenses e as colônias continuam comendo a terra na qual queremos construir nosso Estado?", se perguntou Erekat.

O dirigente palestino ressaltou que a expansão dos assentamentos deve ser detida para dar uma oportunidade ao sucesso das negociações.

Na última sexta-feira, depois de se reunir no Departamento de Estado com seu colega jordaniano, Nasser Judeh, Hillary reiterou o compromisso de seu país para relançar, "tão em breve quanto seja possível", as conversas de paz no Oriente Médio.

Erekat respondeu hoje que a chefe da diplomacia americana "ignora a postura árabe" de rejeitar o retorno à mesa de negociações até que Israel cumpra seus compromissos no marco do Mapa de Caminho, o plano de paz lançado em 2003 pelo Quarteto de Madri (ONU, EUA, União Europeia e Rússia).

O movimento islamita Hamas também se manifestou contra um reatamento do processo de paz que, segundo sua opinião, "só beneficiaria Israel, porque o utilizaria como tampa para continuar construindo colônias e judaizando Jerusalém".

Segundo Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, as tentativas da Casa Branca de ressuscitar o diálogo político "têm como objetivo salvar os regimes árabes oficiais de sua fraqueza e resgatar a reputação do Governo americano, que está do lado da ocupação israelense".

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