ANP: nova lei israelense de deportações não afetará originários de Gaza

Jerusalém, 14 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Civis da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Hussein el-Sheikh, disse nesta quarta-feira que a nova ordem de deportações instaurada pelo Exército israelense não afetará as milhares de pessoas nascidas em gaza que residem na Cisjordânia.

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"Não é aplicável aos gazanos que vivem ou trabalham na Cisjordânia; está relacionada com aquelas pessoas que obtêm um visto para visitar Israel, depois não poderão retornar à Cisjordânia", afirma o ministro em uma entrevista à agência Palestina Independente "Ma'an".

A nova disposição israelense, que entrou em vigor na terça-feira, redefine uma antiga lei sobre o que Israel considera como "infiltrado" e abre sua aplicação a quase qualquer palestino residente na Cisjordânia, advertiram organizações de direitos humanos.

Entre os que poderiam ser deportados estão todas as pessoas que não tenham uma permissão de residência nos territórios palestinos concedida pelas autoridades militares israelenses ou que não faça parte de um antigo censo já obsoleto, e entre eles população de Gaza que tenha passado a viver na Cisjordânia.

No entanto, fontes da ANP citadas pela "Ma'an" asseguram que devido ao fato de os originários de gaza serem mais de 70 mil na área, a ordem não é aplicável a eles.

Os palestinos denunciaram a lei porque entendem que, com sua extrema ambiguidade, cria virtualmente uma situação legal de "apartheid" (segregação racial) nos territórios ocupados desde 1967 e viola os convenções de Genebra.

"A decisão é uma continuação das políticas israelenses de deslocar pela força aos palestinos e impor a soberania israelense nos territórios palestinos... é parte da discriminação racial de Israel", adverte Khalil Abu Shammala, diretor da organização local de direitos humanos Addameer (Consciência).

Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, as novas ordens "definem 'infiltrado' em termos tão genéricos que virtualmente qualquer pessoa que esteja agora na Cisjordânia" pode ser deportada ou presa por até sete anos sem ter cometido nenhum delito.

Entre os possíveis afetados estão também estrangeiros que trabalhem em zonas sob jurisdição palestina ou cônjuges de palestinos nascidos no exterior. EFE elb/fm

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