Gaza, 5 mar (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) não conseguiu pagar em fevereiro seus funcionários na Faixa de Gaza, porque Israel impediu a entrada em seu território da moeda que compartilham, o shekel, informou hoje a autoridade monetária palestina.

"Por causa das dificuldades e obstáculos colocados pela parte israelense, os bancos não conseguiram introduzir o efetivo necessário até agora", afirmou, em comunicado.

Israel, Gaza e Cisjordânia têm a mesma moeda, mas só o Banco de Israel pode fornecer papel-moeda às entidades palestinas, em virtude dos acordos de Paris, o protocolo econômico do processo de Oslo (1993-2000).

Por isso, a autoridade monetária palestina está se coordenando agora com atores "regionais e internacionais" para pressionar Israel, a fim de que mande as cédulas a Gaza.

Assim que o dinheiro entrar na Faixa de Gaza, os funcionários receberão seu salário, prometeu.

A ANP - que só exerce sua soberania na Cisjordânia - tem cerca de 75 mil funcionários em Gaza, que paradoxalmente só recebem se não trabalharem.

A Autoridade Nacional Palestina nega o salário a seus funcionários se trabalharem para as autoridades do Hamas, que controla Gaza desde que, em junho de 2007, expulsou as forças leais ao presidente palestino e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

O Executivo do movimento islâmico paga os salários dos funcionários que continuam trabalhando em Gaza.

Em dezembro do ano passado, Israel já havia aprovado uma transferência de 100 milhões de shekels (US$ 4 milhões) em dinheiro para atenuar a falta de liquidez em Gaza. EFE sar-ap/an

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