ANP diz que Israel acabou com chances de retomada em negociações de paz

RAMALLAH - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) disse neste domingo que, ao despejar duas famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental, Israel matou qualquer possibilidade de as negociações de paz serem retomadas.

Redação com agências internacionais |

"Este passo é o golpe de misericórdia no processo de paz", declarou hoje Rafik al-Hosseini, chefe de gabinete do presidente da ANP, o nacionalista Mahmoud Abbas.

As declarações de Hosseini foram uma referência às 53 pessoas de duas famílias palestinas que, por ordem da Justiça israelense, foram expulsas das casas que tinham num bairro de Jerusalém Oriental.

"Todos os documentos demonstravam que as famílias de Jerusalém eram proprietárias dos imóveis há mais de 50 anos, ao contrário do que alega a ocupação israelense", acrescentou o funcionário da ANP.

O chefe de gabinete de Abbas disse ainda que Israel continua empenhado em construir assentamentos judaicos nos territórios palestinos, apesar de a comunidade internacional ser contra.

Durante a desocupação dos imóveis habitados pelas famílias palestinas houve confronto entre os moradores e a polícia.

Agentes botaram abaixo as portas de ambas as casas e tiraram à força todos que estavam dentro delas.

A expulsão, que também foi condenada pela ONU e o Reino Unido, foi determinada pela Suprema Corte israelense numa decisão emitida na semana passada e que concede a famílias judaicas o direito de propriedade sobre os imóveis.

A ANP se recusa a retomar o processo de paz com Israel, interrompido no começo do ano, enquanto o Estado judeu não interromper toda atividade nos assentamentos judaicos.

O negociador palestino Saeb Erekat também afirmou que Israel "mostra seu categórico fracasso em respeitar a legislação internacional, o Mapa de Caminho e a moral mais básica, assim como os direitos humanos".

"As autoridades israelenses prometeram ao governo dos EUA que suspenderiam as demolições de casas, as desocupações e outras provocações contra os palestinos de Jerusalém. Mas o que vemos no local é completamente o contrário", disse Erekat em nota à imprensa.

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