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ANP diz que Estado palestino em 93% da Cisjordânia é inaceitável

JERUSALÉM - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) considera inaceitável a suposta oferta israelense de criar um Estado palestino em Gaza e em 93% da Cisjordânia, publicada hoje pelo jornal Haaretz e não desmentida oficialmente por Israel.

EFE |

Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, afirmou hoje que a proposta "é inaceitável, porque contradiz a legitimidade palestina, árabe e internacional", segundo a agência de notícias "Ma'an".

Rdainah disse que os palestinos só aceitarão um Estado palestino contínuo, sem interrupções, e livre de assentamentos judaicos, baseado nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias (1967), na qual Israel ocupou os territórios palestinos.

Segundo o "Ha'aretz", a oferta que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, teria feito a Abbas estipula a devolução de 93% da Cisjordânia.

Proposta

O Estado judeu ficaria com Ma'aleh Adumin e Gush Etzion - grandes blocos de assentamentos na Cisjordânia -, as colônias em torno de Jerusalém Oriental e parte do terreno do norte da Cisjordânia adjacente a Israel.

Em troca, Israel cederia ao futuro Estado palestino o equivalente a 5% desse espaço no deserto do Neguev, e compensaria os 2% restantes conectando a Faixa de Gaza com a Cisjordânia através de uma via terrestre pela qual os palestinos poderiam transitar livremente e sem atravessar os postos de controle israelenses.

De acordo com Rdainah, esta oferta indica que Israel não está levando as negociações a sério e "está tentando fugir da idéia de dois Estados".

Fontes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que pediram para não ser identificadas disseram à Agência Efe que não podem "comprometer um pedaço de Jerusalém e receber em troca terras desérticas do Neguev para ampliar a Faixa de Gaza".

Também destacaram que a ANP nunca assinará um acordo "que não inclua uma solução para Jerusalém".

Ahmed Abdel Rahman, assessor de Abbas, disse que a proposta tem a intenção de mostrar que "Israel é sério no processo de paz" e destacou que não foi formalmente apresentada à parte palestina.

A proposta israelense divulgada hoje pelo "Ha'aretz" em sua primeira página não só adiava outra negociação posterior sobre o acordo com Jerusalém, mas também rejeitava o direito de retorno dos mais de quatro milhões de refugiados palestinos, e exigia que o futuro Estado palestino não tivesse Exército.

O porta-voz de Olmert, Mark Regev, não confirmou nem negou à Efe a informação publicada, mas se limitou a assegurar que se conseguiram grandes avanços nas negociações sobre as fronteiras do futuro Estado palestino.

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