ANP define visita de Netanyahu ao Egito como retomada do diálogo

Gaza, 13 set (EFE).- O Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) acredita que a visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, hoje ao Egito pode ajudar a criar uma atmosfera apropriada à retomada do diálogo de paz.

EFE |

Em comunicado, o porta-voz do Executivo palestino, Ghassan al-Khatib, confia que o encontro entre Netanyahu e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, sirva para aumentar a pressão internacional sobre Israel e este pare a construção nos assentamentos judeus em Jerusalém Oriental e Cisjordânia.

"São positivos os esforços egípcios tanto para promover a reconciliação interna (entre Hamas e Fatah) quanto para mediar às relações entre Israel e os palestinos, a fim de criar uma atmosfera favorável à retomada da paz", acrescentou al-Khatib.

Israel está disposto a retomar as negociações políticas com a ANP, paralisadas desde o final do ano passado, mas os palestinos exigem primeiro a interrupção da expansão das colônias judias em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, de acordo com as obrigações que constam no marco do Mapa de Caminho, o plano de paz do Quarteto de Madri (Organização das Nações Unidas, Estados Unidos, Rússia e União Europeia).

Netanyahu foi hoje para o Egito para uma visita de dez horas, na qual ele deve compartilhar com Mubarak um "iftar", a comida que rompe o jejum diário durante o mês do Ramadã.

O futuro do processo de paz com os palestinos e as negociações para a troca do soldado Gilad Shalit - o militar israelense é prisioneiro do Hamas há mais de três anos - estão entre os principais temas da agenda da reunião que ambos os políticos manterão a portas fechadas durante uma hora.

Quem não gostou nada do encontro foi justamente o movimento islamita Hamas.

Segundo o porta-voz, Fawzi Barhum, está claro que Israel vive uma crise interna e procura uma saída nas reuniões com palestinos ou líderes árabes.

"O Hamas não apoia nenhum tipo de contato com Israel, que segue cometendo crimes contra o povo palestino. Queremos que os árabes unam esforços para forçar Israel a deixar de cometer crimes e o bloqueio à Gaza", acrescentou.

Está é a segunda passagem de Netanyahu pelo Egito, a primeira foi em 11 de maio, pouco menos de dois meses depois de assumir o cargo de primeiro-ministro, em 31 de março. EFE Sa'ar-ap/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG