ANP condena Israel por declarar patrimônio nacional locais da Cisjordânia

Jerusalém - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou neste domingo a intenção do governo israelense de declarar como patrimônio nacional dois locais sagrados para o judaísmo localizados no território palestino da Cisjordânia.

EFE |

A iniciativa, anunciada na manhã deste domingo pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e aprovada por unanimidade na reunião do Gabinete de Ministros, "é mais uma violação da legislação internacional e dos costumes que consideram que estes lugares são parte dos territórios palestinos ocupados", declarou Ghassan al-Khatib, porta-voz da ANP.

A proposta israelense pretende incluir na lista de patrimônios nacionais de Israel o túmulo da matriarca Raquel, junto a Belém, e o dos Patriarcas, no coração de Hebron, a única cidade palestina com um assentamento judaico em seu interior.

Para Khatib, "é uma decisão perigosa que faz parte dos esforços israelenses para enterrar os locais que foram cenários da civilização árabe e islâmica na Palestina para, em seu lugar, ressaltar os restos judeus".

"Estes locais estão situados em terra palestina ocupada, e por isso devem estar sob soberania da legislação palestina. É ilegal que as forças da ocupação os controlem ou façam algum tipo de mudança nestes lugares", disse o porta-voz.

Após a reunião com seu Gabinete, Netanyahu defendeu a iniciativa ao assegurar que a existência de Israel "não depende apenas do Exército e de nossa resistência econômica, (mas também) está ancorada no sentimento nacional que ofereceremos às gerações futuras e em nossa habilidade para justificar nossa conexão com a terra".

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