ANP condena decisão de Israel de expandir assentamento judaico

RAMALLAH - A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou nesta terça-feira a decisão de Israel de anexar terras palestinas para expandir um assentamento judaico no distrito cisjordaniano de Belém.

EFE |


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"A decisão representa um novo golpe para o processo de paz e as negociações, que não podem continuar enquanto continuarem os assentamentos, a apropriação de terrenos e o roubo de propriedades de nosso povo", disse Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da ANP, Mahmoud Abbas.

O funcionário palestino se referia à notícia divulgada pela imprensa israelense esta semana que revelava que as autoridades israelenses deram sinal verde à expansão da colônia judaica de Efrat, principal do bloco de assentamentos de Gush Etzion, no distrito de Belém.

Para isso, a Administração militar israelense da Cisjordânia confiscou 170 hectares de terras palestinas nas quais pretende construir 2,5 mil casas, mas os colonos ainda estão à espera de trâmites burocráticos para conseguir a aprovação final do governo.

"Israel delineia fatos no terreno para transformar o processo de paz em uma missão impossível, que reforce a ocupação e dê argumentos para a continuação da violência e do conflito", acrescentou Abu Rudeina.

E reforçou que a decisão israelense "representa um desafio para a comunidade internacional e a nova Administração dos EUA".

As palavras do porta-voz palestino ocorrem depois que Abbas disse ontem que "não faz sentido" continuar a negociação de paz com Israel, enquanto continuar a construção de assentamentos judaicos em território ocupado.

O dirigente da ANP também pediu que o futuro governo israelense aceite a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, e outros acordos internacionais sobre o Oriente Médio, como medidas necessárias para retomar o processo de diálogo.

Israel realizou eleições gerais há uma semana, sem que, por enquanto, se saiba qual será a composição do futuro Executivo, que os analistas presumem que se inclinará mais para a direita e poderia ser liderado pelo líder do conservador Likud, Benjamin Netanyahu.

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