ANP atenua exigência para voltar a negociar com Israel

Jerusalém, 1 fev (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) reduziu para três meses o período que exige para a total paralisação na construção de assentamentos judaicos como condição para retomar as negociações de paz com Israel.

EFE |

É o que afirma o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, em comunicado de imprensa no qual a ANP reivindica uma total suspensão das obras nos territórios ocupados em 1967, ou seja, incluindo Jerusalém Oriental, onde os palestinos almejam estabelecer a capital de um futuro Estado.

"Retomar as conversas com Israel significa iniciar conversas diretas entre as duas partes para um acordo permanente sob a condição de uma interrupção completa das atividades durante três meses", diz a nota.

Segundo Erekat, a negociação dos assuntos pendentes para alcançar um acordo de paz exige três meses, e "durante esse período a construção (de colônias judias) deve parar".

Os palestinos exigem de Israel a completa paralisação da construção nos assentamentos tanto na Cisjordânia, como em Jerusalém Oriental.

O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse crer que é possível chegar a um acordo de paz com Israel em seis meses caso o país interrompa totalmente a ampliação das colônias judias em ambos os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em novembro uma moratória de nove meses para a construção na Cisjordânia que não incluía três mil projetos em atividade e nem Jerusalém Oriental.

Para retomar as negociações, estagnadas desde dezembro de 2008, Erekat exige igualmente que Israel reconheça as fronteiras de 1967 como base para qualquer acordo futuro.

"É responsabilidade da comunidade internacional obrigar o Governo israelense a deter a política" de construção nos assentamentos, diz o negociador, para quem os três meses de moratória exigida não representa nenhuma mudança frente a posições anteriores da ANP. EFE elb-sar/bba

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