ANP acredita que Israel não conseguirá evitar processos de militares

Bruxelas, 25 jan (EFE).- A Autoridade Nacional Palestina (ANP) acredita que Israel não conseguirá evitar que Governos de todo o mundo e organizações de direitos humanos levem aos tribunais os líderes políticos e militares responsáveis pela ofensiva militar em Gaza.

EFE |

Em entrevista coletiva ao término do encontro realizado hoje em Bruxelas entre representantes da União Europeia (UE) e Turquia, Jordânia, Egito e a ANP, o ministro de Exteriores da organização, Riyad al-Maliki, deixou claro que "não há imunidade" para os responsáveis pela "morte e destruição do povo de Gaza".

O Governo israelense adotou hoje uma resolução na qual garante defesa legal e política para qualquer militar que for denunciado fora do país por crimes de guerra pelo ataque à Faixa, no qual 1.400 palestinos morreram.

"Israel dará todo o seu apoio a qualquer pessoa que tenha atuado em nome do Estado ou enviada por ele", afirmou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ao abrir a sessão do Conselho que tenta aplacar os temores de muitos militares de ser processados em tribunais estrangeiros ou detidos quando saírem de Israel.

As autoridades judiciais de Israel explicam que os países nos quais militares israelenses poderiam enfrentar ordens de detenção e julgamento são Espanha, Reino Unido, França e os nórdicos.

No entanto, o ministro da ANP considerou que essa medida não vai evitar que as organizações de direitos humanos e os países "sigam com seus esforços" para iniciar processos legais.

Maliki lembrou que, nos últimos dias, ficou evidente o interesse de muitas organizações de agir contra Israel, e afirmou que "veremos mais desses esforços no futuro próximo". EFE epn/db

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