'Ano de 2010 foi o mais violento no México', admite Calderón

Desde que Calderón assumiu a presidência do país, mais de 30 mil morreram pela violência ligada ao narcotráfico

EFE |

O ano de 2010 foi o mais violento no México desde que o governo empreendeu um combate frontal contra o crime organizado, em particular contra os cartéis do tráfico de drogas, admitiu na quinta-feira o presidente Felipe Calderón em entrevista à emissora "W Radio".

"O ano de 2010 foi o que registrou o maior número de mortes violentas no país. Por qual motivo? Porque aconteceram vários conflitos entre cartéis ao mesmo tempo", disse o líder, que desde que assumiu o poder, em dezembro de 2006, empreendeu uma guerra contra os barões da droga ao enviar 45 mil militares e 20 mil agentes federais a zonas conflituosas.

Desde então, mais de 30 mil pessoas morreram - cerca de 10 mil em 2010 - em casos atribuídos à violência causada pelos cartéis do tráfico de drogas e ao combate das forças federais ao crime organizado. Calderón mencionou a rivalidade entre os cartéis de Sinaloa e de Juárez, que levou a um banho de sangue em Estados como Chihuahua - o mais violento do país -, Durango e Sinaloa.

Também citou os Estados de Tamaulipas e Michoacán, com alto índice de violência atribuído à guerra entre o Cartel do Golfo, o Los Zetas e o La Família Michoacana, além do "desmembramento" dos líderes do cartel dos irmãos Beltrán Leyva.

Calderón assegurou que seu governo "pegou muito pesado" com os grupos criminosos, especialmente em 2010, quando foram capturados ou abatidos vários barões da droga. "A má notícia é que esses eventos (a rivalidade entre os diferentes cartéis) fizeram de 2010 o ano mais violento em termos de homicídios", disse o líder.

Em seguida, o presidente mexicano afirmou que "a boa notícia é que 2010 é o primeiro ano onde, mês a mês, na média ponderada das quatro semanas anteriores, começaram a cair os casos de homicídios violentos".

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