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Aniversário de morte de Raúl Reyes transcorre sem incidentes na Colômbia

Bogotá, 1 mar (EFE).- O primeiro aniversário da morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, e de outras 25 pessoas em um bombardeio do Exército colombiano a um acampamento da guerrilha no Equador transcorreu hoje sem incidentes, apesar de a Polícia ter entrado em alerta máximo por causa da possibilidade de atentados.

EFE |

A morte de "Reyes", cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia, em 1º de março de 2008, em uma operação militar que produziu dois dias depois a ruptura das relações bilaterais com o Equador, ainda não reatadas, marcou o chamado "março negro" para este grupo rebelde.

Em 26 de março, morreu na floresta vítima de um ataque cardíaco o fundador e chefe máximo das Farc, o lendário "Manuel Marulanda Vélez", também conhecido como "Tirofijo", aos 77 anos.

As autoridades policiais e militares colombianas indicaram que o primeiro aniversário da "Operação Fénix", que também desencadeou uma crise diplomática com Venezuela e Nicarágua, transcorreu sem problemas, e foi reportado somente a desativação de um explosivo na zona selvática do Putumayo, que faz fronteira com o Equador.

Na sexta-feira, a Polícia disse que entraria em estado de alerta para prevenir possíveis ataques das Farc.

"As celebrações deste grupo terrorista não são pedindo a benção a Virgem Maria, mas sim com terror e com morte", disse o diretor de Segurança Cidadã da Polícia, o general Orlando Páez Barón.

A única referência do presidente Álvaro Uribe às Farc aconteceu ontem, quando dirigiu uma reunião de funcionários no departamento de Antioquia e pediu para "acabares" com delinquentes, narcotraficantes e guerrilheiros.

Uribe denunciou que alguns líderes das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN) estão em outros países.

"Que esses bandidos não sonhem que vão se manter na impunidade só porque estão no exterior. Eles cairão. Esses bandidos vão precisar encontrar esconderijos extraterrestres, porque neste planeta os encontraremos", disse.

Nesse momento, o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e o general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares da Colômbia, visitavam cavernas que tinham sido utilizadas pelas Farc como esconderijos em Macarena, 200 quilômetros ao sul de Bogotá.

Santos disse que antes os chefes das Farc viviam "como reis", em casas com piscina, e agora fogem, estão em outros países e sobrevivem "como ratos".

O ministro da Defesa justificou hoje a operação que provocou um duro conflito diplomático com o Equador e críticas contra a Colômbia por parte de outros países latino-americanos.

"Bater em terroristas que sistematicamente estão atentando contra a população de um país é um ato de legítima defesa e uma doutrina cada vez mais aceita pela comunidade e o direito internacional", disse.

Enquanto isso, as Farc, em comunicado divulgado na sexta-feira passada, consideraram que o bombardeio ocorrido há um ano destruiu "com um só golpe" qualquer gestão para a busca da paz.

Sobre as relações diplomáticas com Quito, Santos considerou hoje que elas voltarão a se normalizar "no momento em que o Equador quiser".

Além de perder "Raúl Reyes" e de "Tirofijo", no "março negro" para as Farc também morreram o chefe guerrilheiro Manuel Jesús Muñoz Ortiz ou José Juvenal Velandia, mais conhecido como "Ivan Ríos".

"Ivan Ríos" era o mais jovem dos sete membros do Secretariado ou Estado-Maior dessa guerrilha, e foi morto no dia 5 de março por um de seus guarda-costas, que amputou uma de suas mãos como prova para poder cobrar uma recompensa oferecida pelo Governo. EFE gta/mh

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