Anistia:agressões a jornalistas na Venezuela foram generalizadas

CARACAS (Reuters) - As agressões a jornalistas foram generalizadas na Venezuela durante o ano passado e houve uma continuação das hostilidade a defensores dos direitos humanos por parte do governo do presidente Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira a Anistia Internacional. Chávez, que afirma conduzir uma revolução socialista na nação andina, alega com frequência que meios de comunicação privados manipulam informações e notícias para prejudicar seu governo.

Reuters |

O presidente, um militar aposentado há 10 anos no poder, não renovou em maio de 2007 a concessão ao canal de televisão RCTV, uma medida muito impopular e que o levou, segundo analistas, a sofrer o único revés que já teve nas urnas ao ter rejeitado seu projeto de reforma constitucional.

"Houve relatos sobre agressões a jornalistas por parte de civis e membros das forças de segurança", disse a Anistia Internacional em seu informe anual para 2008 sobre a situação dos direitos humanos no mundo.

Chávez agora considera também tirar do ar o canal Globovisión, que segundo ele faz "terrorismo midiático" contra seu governo.

A Anistia também fez menção à inelegibilidade de políticos de oposição, entre eles vários dos mais conhecidos, que foram impedidos de disputar as eleições de prefeitos e governadores em novembro.

"A aplicação das ordens de inelegibilidade contra vários funcionários públicos os impediu de concorrer às eleições", disse o relatório.

Em setembro do ano passado, a Venezuela expulsou do país representantes do grupo de direitos humanos Human Rights Watch, após a organização ter acusado Chávez de desgastar a democracia.

"As autoridades governamentais tentaram minar a legitimidade do trabalho dos direitos humanos, formulando acusações infundadas contra organizações que defendiam estes direitos", acrescentou a Anistia no documento.

Na semana passada, a Venezuela rejeitou acusações de relatores da liberdade de expressão da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) de que o governo de Chávez estaria exercendo pressão sobre os veículos de comunicação no país.

(Reportagem de Adriana Barrera)

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