Anistia publica lista de queixas contra China às vésperas da Olimpíada

A um mês do lançamento dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 8 de agosto, a Anistia Internacional enviou ao presidente chinês, Hu Jintao, uma carta aberta, sugerindo cinco medidas para melhorar a situação dos direitos humanos nesse país.

AFP |

"Acho que satisfazer esses cinco pontos fará muito para que as pessoas se lembrem dos Jogos não apenas como um progresso esportivo, mas também no campo dos direitos humanos", escreve a secretária-geral da organização, Irene Khan, em carta divulgada na madrugada de terça-feira (hora local).

A responsável pela organização, com sede em Londres, pede ao presidente Jintao que "liberte os ativistas, impeça a polícia de fazer detenções arbitrárias de signatários de abaixo-assinados, torne público o conjunto de estatísticas sobre a pena de morte e faça uma moratória das execuções".

Khan deseja ainda que Pequim ofereça à imprensa "uma liberdade total" e divulgue "todos os que foram mortos, ou interrogados após as manifestações de março de 2008, no Tibete".

Ela reconhece "os esforços" do governo chinês em matéria de direitos humanos, dizendo-se, particularmente, "animada com o progresso aparente feito na redução do recurso à pena de morte".

Irene lamenta, contudo, "o efeito negativo que a preparação dos Jogos teve em alguns campos dos direitos humanos", citando a "perseguição" de militantes e a "limpeza" de Pequim, graças ao emprego crescente da "reeducação pelo trabalho".

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