Anistia pede que Obama retire embargo comercial a Cuba

SANTIAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria retirar o embargo comercial imposto pelos EUA há 46 anos contra Cuba, disse a chefe da Anistia Internacional nesta sexta-feira. Obama disse que deve conceder aos cubano-americanos direitos ilimitados de visitar Cuba e enviar dinheiro para as família que estão na ilha, e que está aberto ao diálogo com presidente Raúl Castro. No entanto, o democrata afirmou que poderia manter o embargo como forma de pressionar Cuba a fazer mudanças democráticas.

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Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, disse que a mudança na política de Washington com Cuba pode ajudar Obama a restaurar a autoridade dos Estados Unidos, a qual, segundo ela, foi prejudicada pela administração do presidente George W. Bush.

"Nós gostaríamos que o presidente eleito Obama retirasse o embargo contra Cuba, porque acreditamos que este embargo não está contribuindo com os direitos humanos, e consequentemente isso não conduz para uma mudança dos direitos humanos", disse ela à Reuters, durante visita ao Chile.

Khan também repetiu o pedido a Obama para fechar o centro de detenção na Baía de Guantânamo, em Cuba, onde centenas de supostos membros da Al Qaeda, do Taliban e de outros grupos radicais islâmicos estão sendo mantidos sem julgamento nos últimos sete anos.

"Obama deve fechar Guantânamo. Obama deveria proibir publicamente a tortura", acrescentou ela.

(Reportagem de Simon Gardner)

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