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Anistia pede que Hamas pare represálias contra colaboradores de Israel

Londres, 10 fev (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje aos islamitas do Hamas que parem a campanha de represálias, com sequestros, ameaças e assassinatos, que, desde dezembro do ano passado, realiza contra supostos colaboradores de Israel.

EFE |

Desde o final do ano passado, durante e depois da invasão a Gaza por parte do Estado judeu, o Hamas assassinou dezenas de palestinos considerados colaboradores de Israel, ou simplesmente opositores e críticos.

Segundo a organização de direitos humanos, pelo menos 20 homens foram assassinados pelo grupo governante em Gaza e outros muitos "receberam tiros nas pernas ou nos joelhos para que ficassem permanentemente deficientes".

Agressões, torturas e maus-tratos também estão na ordem do dia, segundo a AI, que fez suas próprias investigações no terreno tanto durante quanto depois da invasão israelense, que deixou pelo menos 1,3 mil mortos palestinos, a maioria civis.

A maioria das vítimas do Hamas, explica a Anistia, são ex-detidos acusados de "colaborar" com o Exército israelense que escaparam da prisão central de Gaza durante o bombardeio de Israel.

Também há antigos membros das forças de segurança da Autoridade Nacional da Palestina (ANP) e ativistas do partido Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

A Anistia Internacional afirma que o Hamas mostrou "uma total falta de respeito às regras mais básicas de direitos humanos", não só por cometer esses abusos, mas por incentivá-los com a impunidade.

EFE jm/an

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