Anistia pede que EUA e ONU facilitem acesso de ajuda emergêncial ao Haiti

Londres, 22 jan (EFE).- A Anistia Internacional (AI) pediu hoje às autoridades americanas e à ONU para que tomem as medidas necessárias para facilitar o acesso da ajuda emergencial destinada aos desabrigados por causa do terremoto no Haiti, cuja parte considerável ainda não pôde ser distribuída.

EFE |

Segundo a organização defensora dos direitos humanos, há contêineres com água, comida e produtos sanitários e hospitalares que chegaram ao país mas ainda não foram distribuídos às pessoas necessitadas na capital, Porto Príncipe, e arredores.

De acordo com a Anistia, em algumas regiões como Gressier a entrega dos materiais sequer começou.

A AI também pediu às autoridades que protejam os mais vulneráveis, especialmente crianças órfãs.

"As crianças haitianas correm o risco de serem capturadas por redes de tráfico infantil, submetidas a abusos ou utilizadas como escravas, além de sofrerem violência sexual", advertiu Kerrie Howard, subdiretora do Programa das Américas da organização.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti aconteceu às 19h53 (hora de Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jm/id

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