Anistia mostra preocupação com direitos humanos no Irã

Londres, 5 fev (EFE).- A Anistia Internacional (AI) expressou sua preocupação com o estado dos direitos humanos no Irã, diante da celebração, em 10 de fevereiro, do 30º aniversário da vitória da Revolução Islâmica.

EFE |

A AI lembra que os Governos nomeados pelo xá Reza Pahlevi foram considerados corruptos e responsáveis por "graves violações" dos direitos humanos, mas acrescenta que, apesar das promessas feitas pelo aiatolá Khomeini de que os iranianos seriam livres, nos últimos 30 anos, houve sistemáticos atropelos desses direitos.

Em comunicado, a ONG afirma que, durante o período de reformas sob o anterior presidente Khatami, foram flexibilizadas algumas restrições à liberdade de expressão, mas as esperanças de que a situação dos direitos humanos fosse melhorar se dissiparam após a chegada ao poder do atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

A Anistia denuncia que proliferam as detenções arbitrárias, as torturas e outros maus-tratos, a impunidade e o recurso à pena de morte para castigar diversos crimes.

Acrescenta que alguns setores da sociedade, incluindo as minorias étnicas, "continuam sofrendo discriminação", enquanto outros grupos - especialmente algumas minorias religiosas - "viram piorar sua situação".

Os que discordam das políticas oficiais declaradas ou tácitas se expõem a "graves restrições de seus direitos à liberdade de opinião, expressão, associação e reunião", critica a AI, segundo a qual "as mulheres continuam também discriminadas tanto na legislação quanto na prática".

Por ocasião do próximo aniversário da fundação da República Islâmica, a AI pede que as autoridades iranianas libertem todos os "presos de consciência: que foram detidos por suas crenças políticas religiosas ou de outro tipo, por sua origem étnica, seu idioma, sua origem nacional ou social, ou sua orientação sexual".

Além disso, pede que ordenem aos funcionários do Governo, do Judiciário e da Polícia que revejam os casos de todas as pessoas detidas por motivos políticos e libertem todos os presos políticos submetidos a julgamentos que descumpriam os padrões internacionais de um processo justo.

Por fim, exige que acabem com a impunidade por causa das violações passadas aos direitos humanos, investigando os abusos, entre eles as "massacres em massa de presos políticos". EFE jr/an

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