A Anistia Internacional (AI) pediu nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU e aos países membros da Asean que intercedam pela libertação imediata da opositora birmanesa Aung San Suu Kyi.

A organização de defesa dos direitos humanos solicita às grandes potências e aos países do sudeste asiático que "intervenham de forma urgente para obter a libertação de Aung San Suu Kyi da prisão de Insein", para a qual a opositora foi transferida nesta quinta-feira ao amanhecer, depois da visita de um americano.

"Cabe a estes países pressionar o governo de Mianmar", insistiu a AI, com sede em Londres.

"O governo birmanês deve libertar Aung San Suu Kyi imediatamente, sem condições, e não restabelecer sua prisão domiciliar", declarou Benjamin Zawacki, especialista da AI para Mianmar, antiga Birmânia.

"Na ausência de uma reação internacional unificada, o governo birmanês dará prosseguimento à prática de violação total dos direitos humanos. Agora mais do que nunca, o Conselho de Segurança e os países membros da Asean têm que enviar uma mensagem clara aos generais, para que não possam mais atuar com impunidade", acrescentou.

A AI também pediu a libertação das duas empregadas e do médico de Aung San Suu Kyi, também detidos nesta quinta-feira.

"Khin Khin Win, sua filha e o médico Tin Myo Win integram agora o grupo de mais de 2.100 prisioneiros políticos que estão atualmente em penitenciárias birmanesas.

"Assim como os demais prisioneiros políticos, eles podem ser torturados, ou sofrer maus-tratos. As condições de detenção nas prisões de Mianmar são péssimas, e colocam em risco a saúde dos prisioneiros", alertou Zawacki.

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

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