Anistia Internacional diz que pistolas de choque favorecem abusos

(informação embargada até as 3h de terça-feira, 16 de dezembro) Genebra, 15 dez (EFE).- O uso de pistolas de descarga elétrica, conhecidas como Taser, induzem a graves abusos, afirmou hoje a organização defensora dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) baseando-se nos resultados de quase 100 necropsias.

EFE |

Ao analisar as conclusões das necropsias de pessoas mortas após serem tocadas por uma pistola de choque elétrico, a AI concluiu que "90% delas estavam desarmadas" e "não constituíam uma ameaça perigosa".

Além disso, a entidade assinalou que grande parte das vítimas sofreu descargas múltiplas ou prolongadas (além dos cinco segundos de um ciclo normal).

"Inclusive algumas receberam uma descarga porque não tinham obedecido a alguma ordem feita enquanto estavam paralisadas após o primeiro choque", sustenta a organização.

Contra a posição dos fabricantes, AI afirma que as Taser "podem matar e não deveriam ser utilizadas mais que como último recurso", enquanto afirma que seu uso "favorece o abuso".

"Com efeito, são (armas) muito manejáveis e fáceis de utilizar, podem infligir uma forte dor sem deixar grandes rastros", explica.

Segundo as estatísticas da organização, essas armas mataram 334 pessoas entre 2001 e agosto de 2008, a maioria nos Estados Unidos.

Em "pelo menos seis desses casos", a pistola elétrica foi usada "contra pessoas com problemas neurológicos", segundo a AI.

Além disso, a organização denuncia a utilização das Taser por parte de policiais contra "crianças, mulheres grávidas e até contra um idoso que padecia de demência senil".

Ilustra tais acusações citando o caso de uma menina de 11 anos residente na Flórida, quem tinha dificuldades escolares e que recebeu choques após bater no rosto de um policial em março deste ano. EFE is/jp

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