A Anistia Internacional alertou nesta terça-feira que a aproximação dos Jogos Olímpicos de Pequim está provocando um aumento da repressão aos defensores dos direitos humanos na China.

Faltando quatro meses para os Jogos, a Anistia Internacional considerou que é cada vez menos provável que a situação dos direitos humanos melhore na China, e denunciou fundamentalmente a violenta repressão militar das manifestações de protesto no Tibete.

Os políticos correm o risco de participar 'numa conspiração do silêncio' se não se expressarem contra esta repressão, observou a organização em um novo relatório intitulado "A contagem regressiva olímpica: a repressão dos ativistas ameaça o balanço dos Jogos Olímpicos".

"A menos que as autoridades chinesas tomem medidas para corrigir a situação urgentemente, um balanço positivo dos direitos humanos para os Jogos Olímpicos de Pequim parece cada vez mais inacessível", destaca o docuento.

A organização pede às autoridades chinesas que ponham fim imediatamente à repressão contra os defensores dos direitos humanos em Pequim e em outras regiões da China, assim como contra os manifestantes no Tibete e regiões vizinhas.

A Anistia também pede ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e aos líderes políticos mundiais que se façam ouvir. "Não expressar sua preocupação e pedir mudanças publicamente pode ser interpretado como um apoio tácito às violações dos direitos humanos cometidas pelas autoridades chinesas ao se aproximar os Jogos Olímpicos", afirma a organização.

Em um documento consagrado unicamente ao Tibete, a organização pede a libertação dos manifestantes pacíficos, a divulgação de detalhes a respeito dos mortos e feridos durante os protestos e pede que a China leve em consideração as causas subjacentes a essas manifestações.

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