Anistia Internacional critica Obama por manutenção de embargo a Cuba

Para a Anistia, política norte-americana é "ineficaz e prejudicial"

EFE |

Londres - A Anistia Internacional (AI) criticou em comunicado a extensão por um ano mais das sanções dos Estados Unidos contra Cuba, anunciada na última semana pelo presidente Barack Obama. A organização defensora dos direitos humanos lamenta que o presidente tenha decidido dar prosseguimento a uma política que é ao mesmo tempo "ineficaz e prejudicial".

A AI afirma ter pedido reiteradamente a Obama que não prorrogasse o embargo contra a ilha em virtude da chamada Lei de Comércio com o Inimigo. Em carta enviada à Casa Branca em 12 de agosto deste ano, a organização pediu ao presidente americano para dar fim a uma política iniciada há cinco décadas, que afetou negativamente a situação dos direitos humanos em Cuba.

O Governo cubano, segundo a AI, utilizou repetidamente o embargo como "justificativa para manter suas restrições às liberdades de expressão, associação e reunião". Em relatório publicado em junho com o título de "Restrições à Liberdade de Expressão em Cuba", a AI explicava como o Governo cubano seguia utilizando o embargo e o antagonismo político com os EUA como pretexto para reprimir as críticas da população.

Outro relatório da AI, publicado no ano passado, indicava que as sanções que os EUA aplicam a Cuba desde 1962 afetam negativamente o acesso da população a remédios e tecnologias médicas, o que põe em risco a saúde de milhões de pessoas. As diversas agências das Nações Unidas que operam na ilha, como Unicef, Unaids e o Fundo das Nações Unidas para a População, também afirmam que o embargo prejudicou a aplicação de uma série de programas destinados a melhorar as condições de vida dos cubanos.

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