Anistia Internacional alarmada pela situação em Honduras

A Anistia Internacional (AI) se declarou nesta quarta-feira alarmada pela situação em Honduras desde o golpe de junho, e pediu ao governo de fato que detenha a polícia de repressão e de violência.

AFP |

"A situação em Honduras só pode ser descrita como alarmante", declarou Susan Lee, diretora da seção Américas da AI. "Os ataques contra os defensores dos direitos humanos, a suspensão de meios de comunicação, os golpes da polícia contra manifestantes e os sempre crescentes informes de prisões em massa indicam que os direitos humanos e o estado de direito estão em perigo em Honduras", acrescentou.

A organização de direitos humanos publicou seu comunicado no dia seguinte à intervenção da polícia e de militares hondurenhos para dispersar com cacetetes e gás lacrimogêneo quase 4.000 manifestantes que se reuniram nas imediações da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente destituído Manuel Zelaya se refugiou ao voltar a Honduras segunda-feira.

"A única forma de avançar é que as autoridades de fato detenham a política de repressão e de violência e respeitem os direitos de liberdade, de expressão e de associação", afirmou Susan Lee.

"Também pedimos à comunidade internacional que busque uma solução antes de Honduras se afundar ainda mais em uma crise de direitos humanos", concluiu no dia em que começaram os debates da Assembleia Geral da ONU em Nova York, à que devem assistir presidentes de todo o mundo.

ra/lm

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