Anistia denuncia violações aos direitos humanos em Honduras

(embargada até as 21h01 de Brasília desta terça-feira). Londres, 18 ago (EFE).- A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje um aumento das violações aos direitos humanos em Honduras, onde manifestantes que se opõem ao Governo instaurado após o golpe de Estado de junho são vítimas de detenções arbitrárias e maus-tratos.

EFE |

Em comunicado emitido de sua sede em Londres, a AI assegura que "as surras e as detenções em massa foram usadas como forma de punir pessoas que expressaram sua oposição ao golpe de Estado de junho apoiado pelos militares".

"Enquanto aumentam as violações de direitos humanos, a necessidade de que a comunidade internacional busque uma solução à crise política é inclusive mais urgente", afirma a Anistia.

A organização pró-direitos humanos baseia suas acusações nas fotos e entrevistas que fez com grande parte das 75 pessoas que foram detidas na delegacia da Chefia Metropolitana Número 3 de Tegucigalpa em 30 de julho, depois que a Polícia, respaldada por forças militares, dissolveu um protesto pacífico.

A maioria dos detidos, lembra a AI, sofreu ferimentos por causa das surras policiais e do lançamento de pedras e outros objetos contra si por parte das forças da ordem, mas foram libertados mais tarde.

A Anistia expressa sua inquietação também com a perseguição e intimidação às quais são submetidos os defensores dos direitos humanos, ao limite imposto à liberdade de expressão e aos ataques contra jornalistas.

Fora de Tegucigalpa, a situação é "igual ou inclusive mais grave", segundo a organização, que ressalta que os militares e a Polícia controlam as principais estradas do país e, frequentemente, retardam ou proíbem o acesso de ativistas pró-direitos humanos a zonas nas quais supostamente foram cometidos abusos.

Honduras vive uma crise desde que o presidente eleito, Manuel Zelaya, que promovia uma consulta popular para reformar a Constituição, apesar de uma proibição legal expressada por vários organismos, foi deposto pelos militares em 28 de junho. EFE pa/db

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