Anheuser-Busch não venderá bebidas energéticas com álcool após investigação

Nova York, 26 jun (EFE).- A cervejaria americana Anheuser-Busch, que rejeitou hoje uma oferta de compra hostil da concorrente belgo-brasileira InBev, deixará de vender bebidas energéticas com álcool que eram promovidas entre os jovens, após uma investigação realizada por promotores de Nova York e de outros dez estados.

EFE |

A Promotoria nova-iorquina, dirigida por Andrew Cuomo, explicou em comunicado à imprensa hoje que a investigação permitiu descobrir que a companhia, que comercializa as marcas "Tilt" e "Bud Extra", entre outras bebidas com cafeína, "fazia declarações falsas ou enganosas" sobre as propriedades desses produtos.

"Além disso, os anúncios da empresa estavam dirigidos aos consumidores de menos de 21 anos de idade", afirma a Promotoria nova-iorquina.

Cuomo explicou que o acordo deixa fora do alcance do público esses produtos "perigosos" e evidencia que "não será tolerada" a publicidade de bebidas alcoólicas para consumidores menores de idade.

"Beber não é um esporte, uma corrida ou uma prova de resistência", acrescenta Cuomo.

Bebidas com cafeína que contêm álcool têm um sabor e um aspecto similar ao de outras não alcoólicas, muito populares entre o público jovem, e agressivas campanhas publicitárias costumam reforçar a impressão errônea de que a cafeína neutraliza os efeitos do álcool, explicou a procuradoria.

Além de parar de produzir esse tipo de bebida, a cervejaria concederá US$ 200 mil, que serão destinados ao pagamento dos custos da investigação e para realizar programas públicos de prevenção.

Além de Nova York, participaram da investigação Arizona, Califórnia, Nova México, Connecticut, Idaho, Illinois, Iowa, Maine, Maryland e Ohio. EFE vm/bm/fr

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