Angola retoma votação, mas oposição pede novas eleições

Muitos colégios eleitorais reabriram suas portas neste sábado em Angola, depois dos problemas logísticos que impediram a conclusão das votações na véspera, nas primeiras eleições legislativas desde o fim da guerra civil em 2002, mas a oposição pede a anulação do processo.

AFP |

Pela manhã, muitos eleitores se dirigiam aos 320 colégios de bairros pobres, os mais povoados da capital.

"As votações foram retomadas", indicou à AFP o coordenador dos observadores da União Africana, Tapoko Cyrilli. "Mas em alguns lugares, os eleitores ainda precisam esperar o material", acrescentou.

Em Samba, bairro popular próximo ao aeroporto de Luanda, as cédulas de votação ainda não chegaram.

"Instalamos tudo e agora estamos esperando as cédulas para reabrir as salas", indicou o representante eleitoral, Guillerme Alfonso.

"Ontem fiquei o dia inteiro aqui, de seis da manhã às onze da noite, mas não conseguimos trabalhar porque tivemos muitos problemas", acrescentou ele, que tem 20 anos de idade e é estudante de eletrônica.

Apesar da desordem em alguns bairros de Luanda, "milhões de angolanos" votaram ontem nas eleições, afirmou neste sábado o jornal estatal de Angola.

"Este alto índice de participação abre uma era de esperança para os angolanos", escreveu o jornal.

Já o chefe do principal partido angolano de oposição, Unita, declarou na noite de sexta-feira que o processo eleitoral havia se esgotado, após um dia caótico, e pediu, junto com outros três partidos, a realização de novas eleições.

bur-ip/lm

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