Angola encontra dificuldades para abrir colégios eleitorais

Luanda, 5 set (EFE).- Os colégios eleitorais de Angola começaram a abrir suas portas às 7h local (3h de Brasília) de hoje com muitas dificuldades pela falta de materiais na maioria deles, no segundo pleito legislativo do país desde sua independência de Portugal, em 1975.

EFE |

Em Luanda, segundo a imprensa local, praticamente nenhum colégio eleitoral abriu antes das 8h30 local (4h30 de Brasília), e apenas em Cabinda, uma zona onde existe um movimento separatista armado, os centros começaram a receber os votos na hora prevista.

O próprio presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, que pretendia ser um dos primeiros a votar, às 7h local (3h de Brasília), teve e esperar até as 8h40 (4h40 de Brasília) para depositar seu voto.

Apesar do atraso, o presidente angolano afirmou que "o mais importante é que o país seja o vencedor, com a consolidação da democracia".

"Iniciamos um novo ciclo, uma nova forma de fazer política", disse José Eduardo dos Santos, que assegurou que o pleito acontece em um ambiente de "tolerância e fraternidade, apesar de alguns incidentes".

Alguns dos observadores do pleito destacaram a desorganização no início da jornada e a ausência de materiais em muitas das 14.000 mesas que abririam no país.

Os 8,3 milhões de angolanos convocados hoje às urnas devem escolher uma Assembléia Nacional de 220 deputados.

A votação está prevista para terminar às 19h local (15h de Brasília).

Segundo a Comissão Eleitoral, os primeiros dados sobre os resultados das eleições não serão divulgados antes do sábado ou domingo. EFE ms/mh

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