Angelina Jolie pede à Tailândia mais liberdade a refugiados birmaneses

Genebra, 5 fev (EFE).- A atriz e embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) Angelina Jolie pediu ao Governo da Tailândia para conceder mais liberdade aos refugiados birmaneses nesse país, após se reunir com alguns deles em visita a um acampamento fechado no qual vivem.

EFE |

"Fiquei triste em encontrar uma jovem de 21 anos nascida em um campo de refugiados, que nunca saiu dali e que agora está criando o próprio filho no acampamento", afirmou a estrela, conhecida por sua defesa dos direitos humanos, segundo um comunicado do Acnur.

Esta semana, a atriz visitou o campo de refugiados de Ban Mai Nai Soi, situado a três quilômetros da fronteira com Mianmar, e onde vivem 18.111 refugiados originais deste país, uma parte deles há duas décadas.

No total, há 111 mil refugiados vivendo em nove acampamentos ao norte da Tailândia, que não podem sair destes locais para trabalhar ou receber educação superior.

Entre as conversas que manteve com vários refugiados, Jolie falou em uma escola para órfãos com dois adolescentes birmaneses que tinham cruzado a fronteira enviadas pelos pais para que recebessem educação no acampamento e que temem ser enviadas de volta ao país quando concluírem seus estudos.

"Espero que possamos trabalhar com as autoridades tailandesas para acelerar o processo de admissão oficial e que não sejam forçadas a retornar a Mianmar se o perigo persistir", disse a atriz.

O Acnur ressaltou que a Administração da Tailândia, que é a única que pode conceder o status de refugiados a pessoas que escaparam da perseguição em Mianmar, ainda deve processar os casos de cinco mil pessoas que chegaram à província de Ban Mai Nai Soi em 2006 e 2007.

EFE is/db

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