Anciões negociam resgate de jornalistas europeus na Somália

Bossaso (Somália), 28 nov (EFE).- Anciões de Puntlândia, no norte da Somália, negociam o resgate do jornalista britânico Colin Freeman e do fotógrafo espanhol José Cendón, que trabalhava com ele, seqüestrados quarta-feira passada nessa região, segundo declarou um deles à Agência Efe.

EFE |

"Já há negociações abertas entre os anciões e o grupo de seqüestradores para resolver o assunto", assinalou Abdulkader Ali, um dos componentes do grupo.

Por sua parte, Gani Mohammed Abdi, chefe da Polícia de Bossaso, principal cidade da Puntlândia, disse à Efe que "eles estão na zona montanhosa de Sanaag, uns 20 quilômetros (ao sudoeste) de Bossaso", e que seus agentes se encontram "nas imediações", sem mais detalhes.

Segundo afirmou ontem o ministro espanhol de Relações Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, a Espanha estabeleceu os primeiros contatos com as autoridades da região, onde Cendón e Freeman foram capturados.

Fontes diplomáticas assinalaram à EFE que o Ministério não tem certeza de que os seqüestradores tenham realizado nenhum pedido.

As autoridades de Puntlândia asseguraram que Cendón e Freeman foram capturados por seus tradutores somalis, em colaboração com um grupo armado não-identificado da região, pouco antes de irem para o aeroporto de Bossaso, de onde deixariam a região.

Os dois jornalistas tinham passado uma semana em Bossaso para fazer uma reportagem sobre a pirataria na Somália para o jornal inglês "Daily Telegraph".

O ministro da Informação do Governo autônomo de Puntlândia , Abdirahman Mohammed, disse ontem que, em sua chegada a Bossaso, eles rejeitaram a escolta policial que oferecida e contrataram sua própria segurança, preparada por seus tradutores, que agora acredita-se que são os seqüestradores.

Por sua parte, o porta-voz da Presidência da Puntlândia, Bile Mohamoud Qabowsade, afirmou que os dois haviam entrado ilegalmente na região, sem esclarecer sua identidade, além de advertir que tradutores independentes que alguns contratam "têm relação com grupos armados e podem seqüestrá-los". EFE as/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG