Analistas minimizam ameaça de Ortega de retirar a Nicarágua da OEA

Manágua, 24 ago (EFE) - A ameaça do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de retirar o país da Organização dos Estados Americanos (OEA) se o organismo intervir no atual processo eleitoral municipal foi minimizada por analistas e políticos consultados hoje pela Agência Efe.

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"Isso foi um rompante do presidente Ortega, porque as conseqüências que isso (retirar-se da OEA) traria para o país são muito graves", disse o analista político Emilio Álvarez Montalván.

Segundo ele, que foi chanceler durante o Governo de Violeta Chamorro (1990-1997), Ortega não vai cumprir a ameaça, porque poria a Nicarágua "como um país que não está unido na política de todo o continente" americano.

"Além disso, para os investidores seria uma má notícia", acrescentou.

O governante nicaragüense ameaçou no sábado à noite retirar o país da OEA se o organismo, ao qual chamou de "instrumento do império (em alusão aos Estados Unidos)", intervir no pleito municipal que será realizado em novembro.

"Quero dizer ao secretário-geral da OEA, a nosso amigo (José Miguel) Insulza, com todo respeito, que o processo eleitoral na Nicarágua é decidido pelos nicaragüenses", destacou Ortega.

"E se isso nos fizer ter que nos retirar desse instrumento do império e da oligarquia, pois primeiro nos retiramos da OEA, antes de aceitar as imposições da OEA", acrescentou.

A polêmica diz respeito às denúncias recebidas pelo órgão sobre a exclusão de partidos políticos do cenário político nicaragüense, criticada pelo organismo. EFE lfp/db

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