Analistas dizem que voto latino será decisivo no Novo México e Nevada

Tucson (EUA), 8 out (EFE).- O voto latino será determinante nos estados do Novo México e Nevada, onde os dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos trabalham forte para conquistar os eleitores hispânicos, asseguraram analistas políticos.

EFE |

"Sem dúvida o voto latino será fundamental nestas eleições, porque forma uma parte importante do eleitorado em vários estados, incluindo o Novo México, onde representa cerca de 40% das pessoas em idade para votar", disse à Agência Efe Gabriel Sánchez, professor de Ciências Políticas da Universidade do Novo México.

Sánchez destacou que as últimas pesquisas indicam que 60% dos eleitores no Novo México apóiam o candidato democrata, Barack Obama, mas o candidato republicano, John McCain, não se dá por vencido.

As duas campanhas continuam tentando monopolizar o maior número de eleitores, particularmente entre os latinos, por meio de anúncios tanto em inglês com em espanhol.

Na opinião de Sánchez, um fator importante a favor de Obama no Novo México foi o apoio que recebeu do governador democrata Bill Richardson, que participa ativamente da campanha.

Com uma acirrada disputa eleitoral, os cinco votos no colégio eleitoral do Novo México poderiam fazer a diferença nos resultados finais.

"A importância do voto latino é tão grande que somente a campanha de Obama destinou US$ 20 milhões de seus fundos para este segmento da população, o dobro do que os dois partidos políticos gastaram durante a disputa presidencial de 2004", enfatizou Sánchez.

Outro estado onde o voto hispânico poderia ser decisivo é Nevada, onde cerca de 25% da população é de origem latina.

A reforma migratória é um dos temas mais importantes para os eleitores em Nevada.

Um fenômeno que, de acordo com Christine M. Sierra, professora de Ciências Políticas da Universidade do Novo México e especialista em voto hispânico, pode ser explicado pela alta porcentagem de imigrantes latinos em Nevada.

"Por enquanto os candidatos trataram de evitar o tema de uma reforma migratória, por não ser um assunto muito popular", disse Sierra à Efe. EFE ml/mh

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