Analistas dizem que atuação de Sendero Luminoso no Peru ainda é forte

Lima, 3 ago (EFE).- Analistas peruanos disseram que o grupo armado Sendero Luminoso demonstrou que ainda tem uma grande capacidade de fogo, em referência ao último ataque a uma base policial antiterrorista no sul do Peru, onde morreram três agentes e dois civis.

EFE |

O especialista em narcotráfico Jaime Antezana disse à "Rádio CPN" que o ataque perpetrado no sábado à noite contra uma base policial no distrito de San José de Seque, no departamento de Ayacucho, no sul do país, "significa que a capacidade de fogo desta organização não diminuiu", apesar dos esforços das autoridades.

Antezana ressaltou que a organização nunca tinha atacado uma unidade especializada em terrorismo, que, além disso, estava protegida por 30 agentes de elite, e pediu às autoridades peruanas que parem de pensar que suas ações são "atos desconexos".

Lembrou ainda que, desde 2005, mais de 60 soldados e policiais morreram em ataques sob o comando do Sendero Luminoso.

O analista pediu que se inicie um verdadeiro plano integral para a luta antiterrorista na zona dos Vales dos Rios Apurímac e Jan, uma zona que pertence a San José de Seque e que é controlada pelos remanescentes do Sendero Luminoso, sob o comando do "camarada José", e narcotraficantes.

O sociólogo disse que o Sendero Luminoso é uma "pequena Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que atua na região".

O também especialista em narcotráfico Rubén Vargas disse hoje à "Rádio Programas del Perú" que as mortes causadas pelo grupo não são "consequência da falta de logística, mas de uma equivocada condução militar".

No sábado, pouco antes da meia-noite, cerca de 500 senderistas armados com fuzis e granadas atacaram a base da Direção Nacional de Operações Especiais da Polícia Nacional do Peru (Diroes), de San José de Seque, que tem apenas mil habitantes. EFE watt/pd

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