Analistas apontam desigualdade como principal desafio das cidades chinesas

Xangai (China), 14 ago (EFE).- A enorme desigualdade que existe entre os habitantes das cidades e os imigrantes das zonas rurais é o principal desafio dos grandes centros urbanos da China, segundo especialistas ocidentais e chineses reunidos hoje em Xangai.

EFE |

"A China está se desenvolvendo muito rápido e a desigualdade também", disse a Efe Christine Alfsen, especialista da URBIS, iniciativa da Unesco para o desenvolvimento de cidades sustentáveis e responsáveis com o meio ambiente.

A especialista da Unesco assegurou que o Governo chinês está consciente da crescente desigualdade e está dedicando maior atenção a ela.

O sociólogo chinês Peng Xizhe, da Universidade de Fudan, afirmou a Efe que integrar estes dois grupos "é um longo caminho".

"Deve existir políticas sociais de habitação, educação, emprego, saúde, além de um sistema de previdência" para integrar os imigrantes, explicou Peng, afirmando que estão desatualizadas as políticas sociais distintas para as zonas rurais e as urbanas.

Ambos especialistas participaram hoje de um seminário organizado pela Unesco para apresentar a iniciativa URBIS em Xangai, como prévia a uma possível conferência de alto nível que seus responsáveis esperam organizar no marco da Exposição Universal de 2010 que será realizada na cidade.

A URBIS de dedica a recolher dados das cidades e divulgar esses conhecimentos para facilitar a adoção de soluções que permitam adaptar os centros urbanos para que afetem o menos possível o meio ambiente e permitam um desenvolvimento sustentável.

A China "realiza muitos mais esforços do que pensamos" na parte ambiental, explicou Alfsen, e afirmou que, apesar de ser o maior emissor mundial de gases do efeito estufa, "por emissões per capita está abaixo dos Estados Unidos".

"É comum tratar à China como o 'vilão' em temas ambientais, mas esquecemos que os países industrializados fizeram o mesmo antes de se transformar em ricos e verdes", disse Alfsen, em referência à enorme quantidade de indústrias poluentes que existem no gigante asiático. EFE trr/fk

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