Analistas acham McCain melhor para economia dos EUA

Por Jennifer Ablan NOVA YORK (Reuters) - As propostas tributárias do republicano John McCain fazem dele o melhor candidato a presidente para a economia dos Estados Unidos, disseram vários especialistas de Wall Street que participaram do evento Reuters Investment Outlook Summit, nesta semana.

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Apesar disso, diante do cenário de desemprego e desvalorização imobiliária, Wall Street está preferindo de forma racional direcionar suas doações para o rival de McCain, o democrata Barack Obama.

McCain defende a prorrogação das reduções tributárias do governo Bush, a eliminação do Imposto Mínimo Alternativo e a redução dos impostos corporativos. Já Obama defende uma maior taxação sobre os mais ricos e a introdução de vários tipos de créditos fiscais.

'Eu diria que McCain é provavelmente o melhor candidato para a economia, e isso é mais ou menos por causa das suas políticas tributárias', disse James Caron, do banco de investimentos nova-iorquino Morgan Stanley, durante o evento.

'Neste ambiente em que estamos, a última coisa que você quer é ter impostos mais altos e tirar dinheiro do bolso do consumidor', acrescentou.

David Bianco, estrategista-chefe para os EUA da UBS Investment Research, disse também que 'McCain é melhor para o mercado,' e Alan Ruskin, estrategista-chefe internacional do RBS Greenwich Capital afirmou que 'o mercado vai responder aos cortes de impostos corporativos de McCain'.

Apesar disso, as apostas são em Obama. O setor de finanças e investimentos, por exemplo, já destinou 7,91 milhões de dólares para ele, contra apenas 4,15 milhões para McCain.

E a 'América Corporativa' como um todo gosta dos democratas. Pela primeira vez em uma geração, esse partido recebe mais doações das grandes empresas do que os republicanos, segundo uma entidade que monitora o assunto.

Seis em cada dez setores monitorados pelo Centro para a Política Responsável até o final de abril haviam contribuído com todas as campanhas federais dos democratas, mudando a tendência registrada até anos anteriores.

Dito isso, o influente economista de Wall Street Henry Kaufman argumentou que ainda é cedo para dizer quem levará a economia na direção correta.

'Ambos os candidatos até agora não expressaram em detalhe seus programas financeiros e econômicos', disse ele.

Mas Kaufman, presidente da consultoria financeira Henry Kaufman & Co, rapidamente acrescentou: 'Fiquei um pouco chocado quando o senador McCain disse alegremente que não sabe muito de economia, mas leva o livro de Alan Greenspan [ex-presidente do Fed] embaixo do braço. Isso não me anima'.

Um último estrategista acha que, haja o que houver, o mercado acionário dos EUA continuará bem.

'Vale notar que em toda eleição presidencial desde a Segunda Guerra Mundial o [índice mercantil] S&P 500 teve ganho no quarto trimestre, quando a incerteza que certa o resultado da eleição desaparece, com exceção a 2000 [quando o impasse eleitoral se prolongou por semanas]', disse Jeffrey Kleintop, estrategista-chefe de mercados do LPL Financial.

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