Análise topográfica perto de Sichuan aponta futuro risco de terremoto

(embargada até as 14h de hoje em Brasília) Londres, 20 jul (EFE).- As análises topográficas da cadeia montanhosa próxima à província chinesa de Sichuan, atingida em maio por um devastador terremoto, apontam para uma área que pode estar em risco de futuros sismos, segundo um artigo publicado no último número da revista britânica Nature Geoscience.

EFE |

A análise, a cargo de Eric Kirby, da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), faz referência à área em torno da falha de Huya, ao norte da zona afetada pelo terremoto de 12 de maio, que deixou 40 mil mortos e cinco milhões de deslocados.

Vários estudos que usaram diferentes metodologias sugeriram que terremotos muito potentes, como o de Sichuan, podem ocorrer a cada quatro mil ou oito mil anos, diz o artigo.

As mesmas análises evidenciam outras áreas da região que podem estar em risco de futuros sismos, como as falhas de Min Jiang e Huya, acrescenta.

Estas dois falhas são empinadas, mas por sua superfície estar localizada em uma topografia acidentada, sabe-se pouco sobre as possibilidades de gerar terremotos.

A parte que está mais ao leste destas falhas, a de Huya, é possível candidata a ser fonte de uma série de sismos que começaram em 1976, ressalta o texto da "Nature".

Apesar de a falha de Huya não ser considerada tipicamente um grande risco de terremoto na região, a extensão e continuidade do alto grau de levantamentos de rocha sugerem que esta estrutura é similar à falha de Yingxiu-Beichuan, perto da bacia de Sichuan, e pode ter um risco de terremotos.

Kirby e seus colegas especificam que é urgente e prioritário uma análise da história sísmica de Huya, assim como as possíveis interações com a falha de Yingxiu-Beichuan.

O especialista e seus colegas da Universidade da Pensilvânia argumentam também que as análises geomórficas -que quantificam como a paisagem responde à deformação tectônica- pode oferecer uma ferramenta eficaz e barata para avaliar o risco de terremoto em regiões remotas ou pouco conhecidas.

O valor das análises está corroborada, porque o terremoto de Sichuan afetou uma região que previamente tinha mostrado altos níveis de levantamento de rocha.

As fontes acrescentam que, apesar de a área perto da bacia de Sichuan ser conhecida por ter atividade sísmica, não se antecipou um evento de tal magnitude nos mapas de risco sísmico.

Os especialistas afirmam que isto seria possível porque eventos deste tipo são relativamente pouco freqüentes neste cenário ou porque o terremoto ocorreu em uma das frentes montanhosas mais enigmáticas do mundo. EFE vg/db

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