Análise: Fracasso em reformas e instabilidade derrubaram premiê japonês

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, deveria ter trazido mais estabilidade à política japonesa. No entanto, como seu antecessor Shinzo Abe, Fukuda renunciou nesta segunda-feira após menos de um ano no poder.

BBC Brasil |

Este é mais um sinal do atual cenário de impasse que vive a política japonesa e o Partido Liberal Democrata, que governa o país.

Muitos no Japão estão preocupados com o momento ruim da economia. Os preços estão aumentando e tornando a vida mais cara para os lares japoneses. No mundo dos negócios, tudo está parado.

Os idosos estão precisando arcar com custos médicos extras, graças a impopulares reformas feitas recentemente no sistema nacional de saúde.

Popularidade baixa

As tentativas de Fukuda de lidar com esses problemas foram modestas e não conseguiram melhorar a sua popularidade entre os japoneses.

Uma reforma no gabinete ministerial no mês passado aparentemente não produziu nenhum efeito. Um pacote para reanimar a economia, anunciado na sexta-feira passada, também surtiu pouco efeito junto aos japoneses.

Muitos dos dilemas políticos que Fukuda encontrou ao chegar ao cargo simplesmente serão transferidos diretamente para o seu sucessor.

A briga por um consenso na política japonesa não combina bem com políticas novas e criativas ou com a vontade dos eleitores de uma reforma ampla.

O Partido Liberal Democrata está cada vez mais pressionado. A oposição já tem o controle do Senado e está clamando por eleições.

Um novo pleito deve ser realizado no próximo ano, mas o Partido Liberal Democrata quer primeiro consolidar um primeiro-ministro para aumentar suas chances de sucesso nas urnas. A tarefa tem se provado muito difícil, já que seria necessário encontrare alguém com respaldo suficiente dentro do partido.

E também uma pessoa corajosa e persistente o suficiente para responder ao humor dos japoneses e abraçar as reformas que o Japão tanto espera ver.

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