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Análise: Acordo de redução de armas nucleares é objetivo fácil para EUA e Rússia

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitry Medvedev, anunciaram nesta quarta-feira, em Londres, que desejam chegar a um novo acordo para a redução de armas nucleares até dezembro. Em se tratando de desarmamento, desistir de armas nucleares é um dos temas mais fáceis de serem acordados pelos dois países.

BBC Brasil |

Os dois países já possuem armas suficientes.

O acordo atual, fixado por George W. Bush e Vladimir Putin, em 2002 (conhecido como Sort, na sigla em inglês), é reduzir o número de ogivas prontas para o uso para um número entre 1.700 e 2.200 de cada lado, até 2012.

Mas a nova meta é um acordo que reduza ainda mais os arsenais nucleares, o que, ainda assim, deixaria os dois países com armas suficientes para destruir o outro lado várias vezes.

O prazo de dezembro foi escolhido porque é nessa época que expira outro tratado (Start, na sigla em inglês). Este acordo estabelece regras para a fiscalização do processo de desarmamento.

Novo acordo
A Rússia é a favor de um novo acordo de redução dos mecanismos de transporte de armas nucleares - como mísseis, submarinos e foguetes - e não apenas das ogivas.

Quanto a estas, os russos desejam a redução não apenas das ogivas prontas para o uso, mas de todas disponíveis.

Os Estados Unidos desejam que um eventual novo acordo não interfira no projeto de instalação de mísseis anti-balísticos no leste europeu, ao qual os russos se opõem.

É possível que Obama cancele este programa, mas os EUA não desejam fazê-lo por pressão russa.

O especialista em assuntos nucleares do Centro de Estudos Estratégicos de Londres, Mark Fitzpatrick, disse que o prazo até dezembro "é extremamente pequeno".

"Os últimos três tratados levaram anos para ser negociados, mas existe vontade política por trás deste", disse.

Obama espera que uma consequência deste acordo seja reduzir as críticas de que os EUA não estão fazendo o suficiente para honrar o compromisso assumido junto ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

No entanto, a realidade é que as nações nucleares podem se desarmar parcialmente, mas não completamente.

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