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Amstetten: o quebra-cabeça dos acontecimentos está quase completo

O puzzle representado pelo seqüestro durante 24 anos de uma jovem pelo pai incestuoso em Amstetten, Áustria, está quase completo uma semana após a descoberta do drama, informou neste domingo o responsável pela investigação, Franz Polzer, em entrevista ao jornal Kurier.

AFP |

Precisou que não existia "nenhuma indicação" de que o suspeito, Josef Fritzl, 73 ans, tenha tido cúmplices.

Considerou também fantasistas os depoimentos de testemunhas, publicados na imprensa, segundo os quais uma terceira pessoa e a mulher do suspeito teriam sido vistos perto do porão em companhia de Fritzl.

Polzer confirmou à agência APA a autenticidade dos detalhes do seqüestro publicados na véspera pela revista alemã Der Spiegel tirados do depoimento da vítima, Elisabeth.

A revista diz que o seqüestro começou em 28 de agosto de 1984, quando a jovem tinha 19 anos, e que ela viveu até 1993 em uma única peça, onde era regularmente violada na presença dos três primeiros filhos nascidos em 1988, 1990 e 1992.

Der Spiegel também precisou que durante os dois primeiros dias, a jovem foi algemada e, depois, nos seis a noves meses seguintes, amarrada com uma correia que permitia a ela chegar ao banheiro.

Os investigadores prosseguem as minuciosas e difíceis enquetes no porão de 60 metros quadrados onde Elisabeth Fritzl foi violada e mantida refém em companhia de três dos sete filhos nascidos do incesto.

Segundo o Sunday Mirror de hoje, Polzer teria revelado com exclusividade ao jornal britânico que a prisão compreendia celas de punição com portas ocultas, e que todas as peças ainda não foram descobertas.

Segundo o jornal, o carrasco havia sido deixado pela mulher durante nove anos, a partir de 1973, e foi neste momento que teria começado a adaptar seu porão.

Na entrevista ao Kurier, Polzer confirmou que Fritzl havia transformado o que teria sido um abrigo antiaéreo em calabouço "bem antes".

Polzer também precisou o retrato psicológico de Josef Fritzl, um homem afável e consciencioso aos olhos da cidade e um "tirano em casa (...) movido, em todos seus crimes e delitos, pela energia de seus impulsos sexuais".

Incorre à prisão perpétua se o crime de "homicídio por negligência" do filho recém-nascido for imputado a ele. Pelo direito austríaco, o estupro é passível a 15 anos de prisão e o crime de seqüestro, a 10 anos.

Numa entrevista ao jornal alemão Bild deste domingo, o advogado do suspeito, Rudolf Mayer, considerou que seu cliente, é um "doente psicologicamente e, como tal, não é responsável por seus atos", devendo ser retirado da prisão para ser internado em hospital psiquiátrico.

phs/mfo/sd

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